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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Conto: O Gato de Botas













ra uma vez...
                     um moleiro que tinha três filhos. Um dia, chamou-os para lhes dizer que ia repartir por eles todos os seus bens.
Ao mais velho deu o moinho, ao do meio deu o burro e ao mais novo deu o gato.
O filho mais novo ficou muito triste porque o pai não tinha sido justo para com ele.










Mas, surpresa das surpresas, o gato começou a falar!
- Dá-me um saco e um par de botas.
O rapaz ficou muito espantado e obedecendo ao pedido do gato no dia seguinte, lá foi comprar um saco e umas botas.
- Aqui estão meu amigo! disse ele.









O gato calçou as botas, pegou no saco e lá foi floresta fora. Como era muito esperto, não demorou muito a apanhar uma lebre bem gordinha, que a pôs dentro do saco.
Com o pesado saco às costas, o gato dirigiu-se ao castelo do rei e ofereceu-lhe a lebre, dizendo:
- Magestade, venho da parte do meu amo o marquês de Carabás, trago-lhe esta linda lebre de presente.








O rei ficou muito impressionado e contente com aquela atitude e disse:
- Diz ao teu amo que lhe agradeço muito!
Daí em diante o gato repetiu aquele gesto várias vezes, levando vários presentes ao rei e dizendo sempre que era uma oferta do seu amo.

 







Um dia, diz o gato a seu amo:
- Senhor, tomai banho neste rio que eu trato de tudo.
O gato esperou que a carruagem do rei passasse junto ao rio onde o seu amo tomava banho e pôs-se a gritar:
- Socorro! Socorro! O meu amo, o marquês de Carabás, está a afogar-se! Ajudem-no!
O rei mandou logo parar a carruagem e ajudou o marquês, dando-lhe belas roupas e convidando-o a passear com ele e com a filha, a princesa, na carruagem real.


O gato desata então a correr à frente da carruagem. Pela estrada fora, sempre que via alguém a trabalhar nos campos, pedia-lhes que dissessem que trabalhavam para o marquês de Carabás.
O rei estava cada vez mais impressionado!








O gato chega por fim ao castelo do gigante, onde todas as coisas eram grandes e magníficas.
O gato pede para ser recebido pelo gigante e pergunta-lhe:
- É verdade que consegues transformar-te num animal qualquer?
- É! disse o gigante.
Então o gato pede-lhe que se transforme num rato. E assim foi.









O gato que estava atento, deu um salto, agarrou o rato e comeu-o.
O rei, a princesa e o marquês de Carabás chegam ao castelo do gigante, onde são recebidos pelo gato:
- Sejam bem vindos à propriedade do meu amo! diz o gato.
O rei nem queria acreditar no que os seus olhos viam:
- Tanta riqueza! Tem que casar com a minha filha, senhor marquês - diz o rei.
E foi assim que, graças ao seu gato, o filho de um moleiro casou com a princesa mais bela do reino.
FIM
Autor Charles PerraultConto adaptado por Nicole Viroux-Lenaerts
Fonte: Miniweb

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

COMO É QUE SE ESCREVE - Abreviação

Dado o caráter dinâmico que norteia a língua – vista como uma entidade estritamente social –, eis que nos deparamos com um dos elementos que também integram o processo de formação de palavras, assim como tantos outros. Lembra-se da derivação e da composição?

Pois bem, nosso objetivo é enfatizar a abreviação vocabular que, literalmente, consiste na eliminação de um segmento – referente a uma determinada palavra –, no intuito de se obter uma forma mais reduzida desta, sem que para isto haja alteração de sentido. Tal processo se concebe como amplamente produtivo na redução de palavras muito longas, tais como:



Mesmo fazendo parte de uma linguagem coloquial, muitas abreviações já se incorporaram à modalidade padrão, conforme o que veremos adiante. E é justamente por este aspecto ligado ao coloquialismo que podemos constatar marcas impregnadas de sentido, uma vez representadas por sentimentos distintos, ora representando carinho, ora representando desprezo, zombaria, preconceito, entre outros. Perfeitamente constatável em:


Ainda integrando esta modalidade, há um tipo de abreviação bastante recorrente na linguagem atual, cuja característica consiste no uso de um prefixo ou de um elemento de uma palavra composta no lugar do todo. Vejamos alguns exemplos:


Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

COMO É QUE SE ESCREVE - Fui eu que fiz, Fui eu quem fiz ou Fui eu quem fez?


Qual será o correto, dizer “Fui eu que fiz”, “Fui eu quem fiz” ou “Fui eu quem fez”?
Para entendermos melhor cada uma das orações, vamos analisá-las separadamente:

Fui eu que fiz – Nesta oração o verbo “fiz” tem como sujeito o pronome relativo “que”. Logo, não há como o verbo fazer concordância com seu sujeito, uma vez que este é um pronome. Então, o verbo é remetido ao antecedente do pronome relativo “que” para que haja concordância em número (singular/plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª). Qual é o antecedente do “que” nesta oração? “Eu”. Logo, a concordância “eu fiz” está correta, bem como a oração “Fui eu que fiz.”. O verbo “fiz” concorda com “eu”, antecedente do pronome “que”. Da mesma forma será nestes exemplos:

a) Foi ele que te lembrou de pegar a carteira!
b) Fui eu que ajudei você a estudar!
c) Somos nós que temos que pedir perdão!

Fique atento: Foi eu que fiz está errado, pois não se fala “foi eu” e sim “fui eu”. O certo seria “Foi ele que fez.”, o verbo “foi” concordando com “ele” em pessoa e número.

Fui eu quem fiz – Não está errado, pois responde a pergunta: Quem fez isso? Fui eu. Observe que o verbo “fiz” concorda com o sujeito anterior “eu”. Essa construção é comum, pois a tendência é que o falante concorde o verbo com o antecedente do pronome relativo “quem”, assim como acontece quando é o outro pronome relativo “que”. As seguintes orações são exemplos:

a) Somos nós quem convidamos você.
b) Sou eu quem estou com fome.
c) Fui eu quem li este livro.

Fui eu quem fez – No caso do sujeito ser o pronome relativo “quem”, o verbo fará concordância em terceira pessoa, já que trata-se de um pronome de terceira pessoa. Dessa forma, a frase “Fui eu quem fez” está correta, assim como as seguintes sentenças:

a) Somos nós quem convidou você.
b) Sou eu quem está com fome.
c) Fui eu quem leu este livro.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

domingo, 27 de janeiro de 2013

Para Aprender a Gostar de Ler: Usando o Facebook na Sala de Aula


Para Aprender a Gostar de Ler: como é que se escreve - ter que ou ter de?: As expressões “ter que” e “ter de” são muito debatidas e não há uma posição única entre os estudiosos, uma única resposta. Uns acredit...

como é que se escreve - ter que ou ter de?

As expressões “ter que” e “ter de” são muito debatidas e não há uma posição única entre os estudiosos, uma única resposta. Uns acreditam que tanto faz, outros de que há diferenciação entre as construções.
Façamos algumas reflexões:

O termo “que” exerce, dentre outras, a função de pronome relativo, ou seja, estabelece relação entre as orações ou com algo que foi dito anteriormente, retoma informações ditas. Exemplo:

Minha mãe tem muitas coisas que fazer. (quem tem “que fazer” algo? Minha mãe. O “que” retoma toda frase anterior: “Minha mãe tem muitas coisas para fazer".

Então, todas as vezes que houver a necessidade de retomar um antecedente, use “que” e não “de”.

Logo, em frases que não há necessidade de retomar algo, ou seja, não há um antecedente, use “de”. Exemplos:

Tenho de pagar meu amigo.
Os alunos tiveram de fazer a prova em menos tempo.

Para ficar menos complicado, alguns adotam os significados aproximados das expressões “tenho que” e “tenho de”. Veja:

Ter de – expressa uma idéia de obrigatoriedade, de necessidade, de dever.
Tenho de estudar para a prova amanhã. (Tenho necessidade em estudar)

Ter que – expressa uma idéia de “algo para”, “coisas para”.
Ele tem muito que estudar. (Ele tem muitas matérias para estudar)

Importante: Para evitar a repetição de “quês” na redação, analise o que pode ser trocado por “de” ou pelo (a) qual, a (o) qual.

Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola

Fonte: Brasil Escola

COMO É QUE SE ESCREVE?

Há muito tempo que não posto nada no meu pobre Bloguinho.
Ainda cuidando de minha saúde, de licença médica, acabei ocupando minhas horas vagas nas redes sociais.
Não eram muitas horas vagas mas, quando me dei conta, estava conectada o dia inteiro no Facebook.
Descobri, com isto, que boa parte dos meus ex alunos, também ficam conectados o dia inteiro pelo celular.
Foi ai que pensei: Ótima oportunidade para deixar "pequenos recadinhos"! Do tipo "Dicas gramaticais". "Dicas de Ortografia", "Você sabia" e ai entrar em conteúdos de Matemática, História, Física, Artes, Saúde,... Para quem está pensando em fazer o mesmo e não tem tempo, que tal 1 diquinha por dia. Pode ser pelo celular mesmo!
Quase um ano depois, decidi colocar em prática minhas ideias.
Postarei diariamente neste bloguinho, pequenos recadinhos sob o título COMO É QUE SE ESCREVE? 
Quantas vezes, diante do teclado, você se fez esta pergunta e correu para o Dr. Google para não sair matando o português? Vamos usar o Facebook a nosso favor, meus lindos!
Pois é povo lindo! Facebook na Sala de Aula!
Aceito Sugestões de dicas de qualquer área. Inclusive correções. É só deixar um comentário. Bjks.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Lendas Africanas - Nanã, a velha feiticeira



No início dos tempos os pântanos cobriam quase toda a terra. Faziam parte do reino de Nanã Buruquê e ela tomava conta de tudo como boa soberana que era. Quando todos os reinos foram divididos por Olorun e entregues aos orixás,uns passaram a adentrar nos domínios dos outros e muitas discórdias passaram a ocorrer. E foi dessa época que surgiu esta lenda: Ogum precisava chegar ao outro lado de um grande pântano, lá havia uma séria confusão ocorrendo e sua presença era solicitada com urgência. Resolveu então atravessar o lodaçal para não perder tempo. Ao começar a travessia que seria longa e penosa ouviu atrás de si uma voz autoritária: – Volte já para o seu caminho, rapaz! – Era Nanã com sua majestosa figura matriarcal que não admitia contrariedades – Para passar por aqui tem que pedir licença! – Como pedir licença? Sou um guerreiro, preciso chegar ao outro lado urgente. Há um povo inteiro que precisa de mim. – Não me interessa o que você é e sua urgência não me diz respeito. Ou pede licença ou não passa. Aprenda a ter consciência do que é respeito ao alheio. Ogum riu com escárnio: – O que uma velha pode fazer contra alguém jovem e forte como eu? Irei passar e nada me impedirá! Nanã imediatamente deu ordem para que a lama tragasse Ogum para impedir seu avanço.
O barro agitou-se e de repente começou a se transformar em grande redemoinho de água e lama. Ogum teve muita dificuldade para se livrar da força imensa que o sugava. Todos seus músculos retesavam-se com a violência do embate. Foram longos minutos de uma luta sufocante. Conseguiu sair, no entanto, não conseguiu avançar e sim voltar para a margem. De lá gritou: – Velha feiticeira, você é forte não nego, porém também tenho poderes. Encherei esse barro que chamas de reino com metais pontiagudos e nem você conseguirá atravessá-lo sem que suas carnes sejam totalmente dilaceradas. E assim fez. O enorme pântano transformou-se em uma floresta de facas e espadas que não permitiram a passagem de mais ninguém. Desse dia em diante Nanã aboliu de suas terras o uso de metais de qualquer espécie. Ficou furiosa por perder parte de seu domínio, mas intimamente orgulhava-se de seu trunfo: – Ogum não passou!
Fonte: Minhaumbanda

segunda-feira, 19 de março de 2012

Conta e tempo


(foto)

Deus pede estrita conta de meu tempo
E eu vou do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas, como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu, que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado, e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje, quero acertar conta, e não há tempo.

 Oh, vós, que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis vosso tempo em passatempo.
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta!

Pois, aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar, de prestar conta
Chorarão, como eu, o não ter tempo...




Autor: Frei Antônio das Chagas, por volta do Século XVII.