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sexta-feira, 21 de maio de 2010

Conheça alguns Cronistas

Aqui você poderá conhecer e apreciar alguns dos maiores cronistas brasileiros, começando por José de Alencar e chegando até escritores contemporâneos. 

Você perceberá como as características da crônica foram sendo alteradas ao longo do tempo.



- José de Alencar
- Machado de Assis
- Olavo Bilac
- Graciliano Ramos
- Rachel de Queiroz
- Clarice Lispector
- Rubem Braga
- Mario Prata
- Carlos Heitor Cony

Fonte: http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/galeria.htm

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Crônica: Agora é a sua vez!

Agora é a sua vez! Ao ler crônicas, você conhece a visão de mundo daquela pessoa que escreveu o texto. Tão interessante quanto isso é você mesmo tentar encontrar a sua forma de ver e questionar o mundo ao seu redor. Como? Escrevendo sua própria crônica. Além de observar mais atentamente as pessoas e situações que fazem parte do seu dia-a-dia, você estará exercitado sua redação ao tentar construir textos claros e, ao mesmo tempo, criativos.
As etapas abaixo podem servir como um guia caso você esteja começando a se aventurar pelo mundo da crônica. Com o tempo, você desenvolverá seu próprio processo criativo e o texto surgirá de forma natural, sem que seja necessário seguir etapas definidas.


Etapas para escrever sua crônica:

1. Escolha algum acontecimento atual que lhe chame a atenção. Você pode procurá-lo em meios como jornais, revistas e noticiários. Outra boa forma de encontrar um tema é andar, abrir a janela, conversar com as pessoas, ou seja, entrar em contato com a infinidade de coisas que acontecem ao seu redor. Tudo pode ser assunto para uma crônica.
É importante que o tema escolhido desperte o seu interesse, cause em você alguma sensação interessante: entusiasmo, horror, desânimo, indignação, felicidade... Isso pode ajudá-lo a escrever uma crônica com maior facilidade.


2. Muito bem. Agora que você já selecionou um acontecimento interessante, tente formular algumas opiniões sobre esse fato. Você pode fazer uma lista com essas idéias antes de começar a crônica propriamente dita.
Frases como as que seguem abaixo podem ser um bom começo para você fazer a sua lista:

"Quando penso nesse fato, a primeira idéia que me vem à mente..."
"Na minha opinião esse fato é..."
"Se eu estivesse nessa situação, eu..."
"Ao saber desse fato eu me senti..."
"Sobre esse fato, as pessoas estão dizendo que..."
"A solução para isso..."
"Esse fato está relacionado com a minha realidade, pois..."

Como você deve ter notado, é muito importante que o seu ponto de vista, a sua forma de ver aquele fato fique evidente. Esse é um dos elementos que caracterizam a crônica: uma visão pessoal de um evento.

3. Agora que você já formou opiniões sobre o acontecimento escolhido, é hora de escrever sua crônica. Seu ponto de partida pode ser o próprio fato, mas esse também pode ser mencionado ao longo do texto, como ocorre na crônica exemplificativa de Ricardo Semler.

Escreva! Pratique! E procure usar a criatividade para criar seu próprio estilo, pois é isso que faz de um escritor um bom cronista.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Crônica - Desvendando a Crônica

Adiante, você verá algumas dicas para escrever sua própria crônica. Mas, caso você ainda não esteja muito confiante, aqui vai uma atividade que pode ajudá-lo a observar melhor esse gênero literário.
"Escândalos derrubam financista japonês"
Essa manchete foi publicada no jornal Folha de S. Paulo no dia 23 de julho de 1991. Com base nela, Ricardo Semler escreveu a crônica abaixo.
Crônica publicada no jornal Folha de S. Paulo, em 28 de julho de 1991. 

É de puxar os olhos

E o camarão se mexeu. O danado estava vivo! Posso parecer um pouco caipira, já tinha comido peixe cru em restaurante japonês, mas cru e vivo, nunca! Foi só pegar no bicho com os tais pauzinhos e vuupt, o camarão deu um salto de samurai de volta para o prato. E assim progredia a visita ao Japão...
Descer no aeroporto de Narita leva à reflexão sobre o que incentiva milhares de nisseis a abandonarem o Brasil à procura de uma oportunidade no Japão. Logicamente, ganhar dinheiro verdadeiro é uma razão. Em vez de trocarem o seu esforço por uma moeda-piada do tipo cruzeiro, cruzado ou cruz-credo, o conforto de botar alguns iens no banco e saber que ainda estará lá quando for verificar o extrato. Até aí tudo bem. Mas fico pensando se o desespero é parte vital da decisão e se os nossos nisseis sabem no que estão se metendo.


Esta semana foi interessante aqui. A primeira-ministra da França, Edith "menina-veneno" Cresson, disse que os japoneses não sabem viver, que mais parecem umas formigas. O pessoalzinho daqui ficou uma vara. Passados alguns dias, bomba em cima de bomba com casos magistrais de corrupção nos mais altos níveis (ao leitor distraído reafirmo que estou em Tóquio e não em Brasília). Começou com o Marubeni, acusado de desvios de propinas para políticos. Aí, foi a vez da Nomura, a maior corretora de bolsa de valores do mundo, que andou desviando dinheiro e dando propina para políticos. E, para finalizar a novela da semana, a Itoman vê os seus executivos saírem algemados por envolvimento em - pasmem! - desvio de fundos e propinas para políticos. E foram três casos totalmente independentes um do outro...


Rumar para o Japão à procura do pote de ouro do fim do arco-íris é uma ingenuidade. O Japão é moderno, mas as suas tradições milenares desafiam qualquer análise ou compreensão superficial. É a meca da inovação, mas é também o país que mais copiou produtos na história industrial. Tem ares de liberdade de mercado, mas é uma das nações mais protecionistas e paternais do globo. É líder em tecnologia em diversas áreas, mas só deixa japoneses legítimos assumirem qualquer cargo de importância nas empresas. Fã do capitalismo livre, é mestre inigualável de intervenção estatal e poupança forçada. É nação orgulhosa de sua raça, mas os seus ídolos de comerciais não têm nem mesmo os olhos puxados, a exemplo de um comercial muito popular por aqui com o nosso "acerera A-i-roton"!


Aos nisseis que pensam em vir para cá, cabe a mesma reflexão que vale para Nova Jersey ou Lisboa. Todas as nações têm muito a ensinar, mas também muito a aprender. Nivelar as expectativas com os pés no chão fará com que nossos imigrantes voltem algum dia ao Brasil para ajudar a desatolar o nosso país com o que vivenciaram fora. É bom colocar tudo no prato para evitar, como no caso do meu camarão rebelde, que se acabe comendo cru...

Texto extraído do livro
Embrulhando o Peixe - Crônicas de um Empresário do Sanatório Brasil. Ricardo Semler. Editora Best Seller. 2ª ed. São Paulo. 1992. p. 58 - 59.


 

Atividades com base na crônica

Com base na crônica e na manchete do jornal acima, tente realizar as atividades a seguir:
1) Quais são as idéias defendidas por Semler ao longo do texto? Tente fazer uma lista com essas idéias.
2) Será que você tem a mesma opinião sobre esse assunto? Faça uma lista com as suas idéias.
3) Em que parte do texto Semler menciona o acontecimento que dá origem à sua crônica? No início? Ao longo do texto?
4) Como Semler encerra sua crônica? Há alguma ligação entre a frase que encerra e a que inicia a crônica?
5) O escritor estabeleceu alguma relação entre o Brasil e o fato ocorrido no Japão?
6) Qual o "recado" central que Semler quer dar com esse texto? Existe, na crônica, alguma frase que sintetize essa idéia?

Muito bem! Você pode fazer exercícios como esse usando crônicas recentes, que são publicadas em jornais e revistas.


Fonte: http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/desvendando.htm

terça-feira, 18 de maio de 2010

Crônica - Características da Crônica

A crônica é, primordialmente, um texto escrito para ser publicado no jornal. Este, como se sabe, é um veículo de informação diário e, portanto, veicula textos efêmeros. Um texto publicado no jornal de ontem dificilmente receberá atenção por parte dos leitores hoje. O mesmo tende a acontecer com a crônica. O fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições.
Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se alimenta dos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica.
Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém.
Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia-a-dia.
A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista.
Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam.
Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.


Fonte: http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/caracteristicas.htm

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ler sem prazer

Ler sem prazer
(*) Diorindo Lopes Júnior
A menina foi obrigada pela escola a ler um livro que escrevi, para uma prova. Enviou-me um e-mail elogiando a história, o que muito me envaideceu, mas ao mesmo tempo fez-me desanimado.
Não crio histórias para obrigar quem quer que seja a ler ou delas gostar. Escrevo porque gosto, sou movido a leituras e escritas. Aprendi a fazer isso (mais ou menos) direito ainda menino, 8 ou 9 anos.
Uma e outra, leitura e escrita, constituem o meu modo de vida, meu jeito de ganhar dinheiro honestamente e, com ele, pagar as contas. Contudo, nem todo mundo é assim ou tem de ser assim.
Ler, para mim, é fundamental. Foi lendo (muito) que aprendi a escrever sem precisar me esforçar muito (decorar) para aprender as regras gramaticais.
A mensagem desta menina levou-me, sem que eu desejasse, a uma volta ao passado.
Tinha 14 anos quando fui "apresentado" a Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas, que odiei. Reli-o já perto dos 30, compreendi e literalmente devorei o máximo que pude de tudo que ele escreveu. Com outros autores, também foi assim.
Penso que as escolas têm mesmo de incentivar a Leitura, mas de uma forma convidativa, lúdica até, sem essa FORÇA DE PROVA. Que os professores sugiram um livro por mês e marquem uma aula para tratarem deste livro, discutirem-no em classe, sem valer nota. Quem não leu, ouve quem leu comentar, mas, por favor, mestre!, não faça da Leitura um inibidor da Leitura.
Ler sem ter vontade é algo parecido como ser obrigado a comer sem ter fome ou não gostar do que é servido - ou lido. E Ler é, basicamente, prazer.
Graças a Deus, esta menina (de uma cidade paranaense) gostou do que escrevi. Muito provavelmente, respondeu corretamente a questões formuladas, onde eu, autor, também provavelmente erraria ou mesmo não saberia responder.
Ler é uma coisa, a interpretação de quem lê é outra. E, raramente, é a mesma. Afinal, o que importa o que eu quis dizer? Importante, para mim, autor e leitor, é o que irão interpretar ou o que eu vou interpretar. Comum, apenas a necessidade de reflexão a respeito do que foi lido.
O resto, todo o resto, é purpurina. Perde o efeito de brilho em qualquer 4ª feira - nem precisa ser de Cinzas.


Fonte: http://www.aomestre.com.br/liv/cronicas.htm

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Crônica: Educação: o orgulho Nerd


Fui trocar o óleo do meu carro. Um evento cíclico a cada 10.000 quilômetros. Se não fosse por aquela etiqueta que pregam no pára-brisas, logo à altura dos olhos, provavelmente meu automóvel morreria seco. Não que seja negligente com o mesmo, ocorre que assuntos automotivos passam longe de minhas prioridades existenciais.
Situações como essa são um ensejo para que abandone o meu casulo e adentre em contato com seres humanos que, de outra forma, jamais conheceria. O assunto com o funcionário entabulou para a educação. O cliente anterior era um seu conhecido. Um jovem que, segundo disse, vivia uma ¨boa vida¨ tendo a ¨sorte¨ de nascer em família bem situada financeiramente:
- Esse rapaz me preocupa, disse, não o vejo pegar em livro. Desperdiça uma oportunidade que eu mesmo não soube aproveitar...
Senti que a sua voz engasgara.
- O senhor acha que sou trocador de óleo por quê? Eu não estudei. Minha família me deu condições para estudar e, ao invés de pegar nos livros, fiz como aquele rapaz: ¨Vivi uma boa vida e agora não tenho futuro.¨
Penalizei-me por ele e vi que era feliz pelo fato de reconhecer seu erro. Não era o primeiro testemunho do tipo que me batia nas faces. Prudentemente sempre fui afeito aos livros e, se de algo me arrependo, é de não ter estudado mais apesar dos rótulos de CDF e Caxias me acompanharem durante a vida juvenil. Naquele tempo não havia o qualificativo nerd, o que não deixou de ser um alívio, mas que hoje ostentaria com orgulho. Afinal, o próprio Bill Gates profetizou: ¨trate bem os nerds, pois provavelmente um dia trabalhará para um deles.¨
Pessoas como aquele homem, que hoje se situam em patamares de qualidade de vida inferiores à sua real capacidade, comprovam que a educação acadêmica não é uma garantia de futuro, mas que sem ela as chances e oportunidades tornam-se mais escassas. Tantos ouvi lamentando pelas oportunidades que perderam por não estudar mais, que me sinto na obrigação de dividir tais confissões.
Como pai, uma das preocupações é passar essa sabedoria aos nossos filhos. Minha filha, após assistirmos ao interessante filme ¨Os Substitutos¨, com Bruce Willis, afirmou que as pessoas da película se equivocaram:
- Viemos ao mundo para acumular experiências, para nos desenvolver como seres humanos; para crescer, aprender, errar e evoluir.
Fiquei feliz. Tenho por mim que nossos filhos estão encaminhados quando começam a falar como adultos. Minha missão não terminou, mas aparecem os primeiros brotos...
Fonte: http://www.gostodeler.com.br/materia/12487/educacao_o_orgulho_nerd.html 

domingo, 2 de maio de 2010

Crônica: Final de Campeonato

Final de campeonato

Enquanto diversos acontecimentos desastrosos acontecem pelo mundo, os paulistas estão preocupados com a final do campeonato.
Era impossível não enxergar o avanço das massas até as bilheterias do estádio onde acontecerá a partida que poderá decidir quem leva a taça.
Santistas e torcedores do Santo André estarão cara a cara para o confronto. Mas quem não sabe quem irá ganhar? Mas isso, a gente deixa para lá!

E o tempo passa...
Terremotos estão acontecendo em diversos lugares do mundo. A Record News levou esta semana uma sismóloga para responder a diversas perguntas tanto do repórter como dos telespectadores, e como todos já sabemos, deixou mais dúvidas do que certezas sobre o aumento do número de grandes tremores. E respondeu com um NÃO claro quando perguntada se os tremores podem mudar o eixo magnético da terra. Isso, porque outros estudiosos já haviam afirmado que com o tremor no Chile em fevereiro, houve um deslocamento dos pontos de referencia da Terra. Bom, a estudiosa é ela.
No sul do País, chuva e mais chuva, pessoas em áreas de risco montam barracas de campim sobre a laje de suas casas.
E nós vamos torcer para que a mentalidade mude. Porque o campeão paulista, (o PIG que me desculpe, por dar a notícia em primeira mão) será o SANTOS!
Karina Moreti 

Fonte: http://www.gostodeler.com.br/materia/12486/final_de_campeonato.html

sábado, 1 de maio de 2010

Crônica: prova

Soava frio, entrou na sala com um ar de curioso; onde estaria a professora e a prova que havia prometido na semana passada? Sentou no primeiro lugar que viu, o burburinho de conversa tomou conta da sala, o assunto claro não poderia ser outro: a temida prova da Professora Laura, em exceção, duas garotas conversavam sobre meninos, mas de uma forma geral, todos tinham medo desta prova.
Laura entra na sala, e todos se calam, mulher calma, de mais ou menos trinta anos, diz
- Bom dia
- Bom dia, Professora Laura, respondeu algumas vozes assustadas
Começou a organizar os papéis empilhados, e os entregou mesa a mesa, a conversa havia diminuído, porém não havia terminado, pois, alguns desesperados ainda buscavam tirar as dúvidas.
O silencio se deu total, quando brava a professora pediu silencio

E Começa a prova, como em uma Copa do mundo sem torcida, ali era a decisão da vida, passar ou não de ano, eis a questão, nem mesmo Shakespeare conseguiria escrever tal drama, o suor frio ainda corria pela testa, e a caneta balançava em sua mão, enquanto vazia a leitura, que depois de terminada, viria de uma escolha, mas, que escolha tomar? Entre A e D existem dúvidas, talvez seja B, ou C, mas a questão A parece estar tão certa, não sabe, e agora? Pular? Ler novamente, ou como na Copa do Mundo vazia, chutar? O difícil seria o arrependimento após colocar a caneta azul no papel e marcar a resposta para toda a vida, toma uma decisão, espera ser a mais sensata a se tomar.

Estava em beligerante com o próprio corpo, que já o tomava a força, demonstrando fome, sede, e sono, tudo psicológico já que havia tomado café da manhã, tomado água antes de entrar na sala e na noite passada, dormiu cedo, e como um anjo.
O tempo termina e a prova também, o sufoco da primeira questão espalhou-se nas outras e demorou a tomar a correta decisão, oras, mas quem disse que as decisões tomadas foram mesmas as corretas? Não se sabe, e só saberá quando o resultado da prova sair, o que lhe resta e agradecer por ter sobrevivido a tamanha tortura imposta por aquela terrível prova. 
Felipe Rigaso


Fonte: http://www.gostodeler.com.br/materia/12481/a_prova.html

sábado, 3 de abril de 2010

Crônicas Engraçadas

Autor: Luís Fernando Veríssimo

Minha mulher e eu temos o segredo para fazer um casamento durar:
Duas vezes por semana, vamos a um ótimo restaurante, com uma comida gostosa, uma boa bebida e um bom companheirismo. Ela vai às terças-feiras e eu, às quintas.
Nós também dormimos em camas separadas: a dela é em Fortaleza e a minha, em SP.
Eu levo minha mulher a todos os lugares, mas ela sempre acha o caminho de volta.
Perguntei a ela onde ela gostaria de ir no nosso aniversário de casamento, "em algum lugar que eu não tenha ido há muito tempo!" ela disse. Então, sugeri a cozinha.
Nós sempre andamos de mãos dadas...
Se eu soltar, ela vai às compras!
Ela tem um liquidificador, uma torradeira e uma máquina de fazer pão, tudo elétrico.
Então, ela disse: "nós temos muitos aparelhos, mas não temos lugar pra sentar".
Daí, comprei pra ela uma cadeira elétrica.
Lembrem-se: o casamento é a causa número 1 para o divórcio. Estatisticamente, 100 % dos divórcios começam com o casamento. Eu me casei com a "senhora certa".
Só não sabia que o primeiro nome dela era "sempre".
Já faz 18 meses que não falo com minha esposa. É que não gosto de interrompê-la.
Mas, tenho que admitir: a nossa última briga foi culpa minha.
Ela perguntou: "O que tem na TV?"
E eu disse: "Poeira".

Fonte: http://www.pensador.info/cronicas_engracadas/