"Para Aprender a Gostar de ler" já diz ao que veio. Ele existe para que meus gatinhos e gatinhas tenham contato com diversos tipos de textos e claro, um espaço para que eles possam escrever! Afinal, foi pensando neles que este Bloguinho ganhou vida! Com Carinho, Tia Tânia Sampaio.
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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Contos Africanos:Duas Mulheres
HAVIA DUAS MULHERES AMIGAS, uma que podia ter filhos __ e tinha muitos __ e a outra não.
Um dia, a mulher estéril foi a casa da amiga e convidou-a a visitá-la, dizendo:
__ Amiga, tenho muitas coisas novas em casa, venha vê-las! __ Está bem __ concordou a outra. De manhã cedo, a mulher que tinha muitos filhos foi visitar a amiga. Ao chegar a casa desta, chamou-a: __ Amiga, minha amiga! Trazia consigo um pano que a mulher estéril aceitou e guardou. As duas amigas ficaram a conversar, tomando um chá que a dona da casa tinha preparado para as duas. Ao acabarem o chá, a dona da casa quis, então, mostrar à amiga as coisas que tinha comprado. Passaram para a sala e a mulher estéril abriu uma mala mostrando à amiga roupa, brincos, prata e outras coisas de valor. No final da visita, a mulher que tinha muitos filhos agradeceu, dizendo: __ Um dia há-de ir a minha casa ver a mala que eu arranjei. E, um certo dia, a mulher que não tinha filhos, foi a casa da amiga. Mal a viram, os filhos desta gritaram: __ A sua amiga está aqui! Agradeceram a peneira que ela trazia na cabeça e guardaram-na. Começaram, então, a preparar o chá. A mãe das crianças chamava-as uma a uma:
__ Fátima! __ Mamã? __ Põe o chá ao lume! __ Mariamo! __ Sim? __ Vai partir lenha! __ Anja! __ Sim? __ Vai ao poço __ Muacisse! __ Mamã? __ Vai buscar açúcar! __ Muhamede! __ Sim? __ Traz um copo! __ Mariamo! __ Vamos lá, despacha-te com o chá! Assim que o chá ficou pronto, tomaram-no e conversaram todos um pouco. Quando a amiga se ia embora, a mulher que tinha filhos disse: __ Minha amiga, eu chamei-a para ver a mala que arranjei, mas a minha mala não tem roupa nem brincos! A mala que lhe queria mostrar são os meus filhos! A mulher que não podia ter filhos ficou muito triste e, antes de chegar a casa, sentiu-se muito mal, com dores de cabeça e acabou por morrer.
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Comentário do narrador: coisa não é coisa, coisa é pessoa!
| NOTA: A missão principal da mulher é a procriação e o respeito que lhe é devido aumenta com a idade e com o número de filhos. Assim, ter filhos é muito importante e quantos mais se tiver melhor, pois eles são a riqueza e o futuro da família. Eduardo Medeiros (org.). Contos populares moçambicanos, 1997 http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto4.html |
domingo, 23 de maio de 2010
Contos Africanos: A Menina que não Falava
| http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto10.html |
sábado, 22 de maio de 2010
Contos Africanos: A Gazela e o Caracol
Uma gazela encontrou um caracol e disse-lhe: __ Tu, caracol, és incapaz de correr, só te arrastas pelo chão. O caracol respondeu: __ Vem cá no Domingo e verás! O caracol arranjou cem papéis e em cada folha escreveu: «Quando vier a gazela e disser "caracol", tu respondes com estas palavras: "Eu sou o caracol"». Dividiu os papéis pelos seus amigos caracóis dizendo-lhes: __ Leiam estes papéis para que saibam o que fazer quando a gazela vier. No Domingo a gazela chegou à povoação e encontrou o caracol. Entretanto, este pedira aos seus amigos que se escondessem em todos os caminhos por onde ela passasse, e eles assim fizeram. Quando a gazela chegou, disse: __ Vamos correr, tu e eu, e tu vais ficar para trás! O caracol meteu-se num arbusto, deixando a gazela correr. Enquanto esta corria ia chamando: __ Caracol! E havia sempre um caracol que respondia: __ Eu sou o caracol. Mas nunca era o mesmo por causa das folhas de papel que foram distribuídas. A gazela, por fim, acabou por se deitar, esgotada, morrendo com falta de ar. O caracol venceu, devido à esperteza de ter escrito cem papéis.
Comentário do narrador : «Como tu sabes escrever e nós não,
nós cansamo-nos mas tu não. Nós nada sabemos!».
nós cansamo-nos mas tu não. Nós nada sabemos!».
| Eduardo Medeiros (org.). Contos populares moçambicanos, 1997 http://www.terravista.pt/Bilene/4619/Conto1.html |
domingo, 9 de maio de 2010
Contos Africanos: O Homem e a Filha
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Comentário: No mundo não há segredos, a filha bem o sabia!
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