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sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Poesia: ANALFABETISMO

Acosta-te a mim
e sê meu mestre
na leitura das entrelinhas
da vida.
Fala-me sobre o sol
regendo o dia
e aponta a lua
em concordância
com a noite.
Avisa-me à chegada
da brisa;
ora exclamando
o perfume dos campos floridos,
ora interrogando
a minha imperfeição sensitiva.
Soletra aos meus ouvidos
o texto ambíguo,
redigido ao meu destino
e não me permita o desperdício
aos dias em branco
nos quais poderei criar
meu contexto,
coerente com a teoria da alegria;
Mas não te esqueças
de alertar-me aos travessões,
se a vida quiser falar
que erro a sintaxe
de minhas colocações;
nem me omitas
as reticências
interrompendo a respiração
daqueles a quem amo.
Convença-me depois,
que o ponto, pontua o final,
o parágrafo abre o recomeço,
após a dor.
E... quando eu souber a leitura,
cobra-me a acentuação aguda
à arte de viver feliz;
somente não ouse confessar
não seres tu o mestre
a quem procuro,
que és tão analfabeto quanto eu!

3º lugar - 18º FESP
SILVANE LAGO ABREU
Bandeira do Sul - MG

Fonte: http://www.clesi.com.br/jornal/downloads/jornal07.pdf

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